{"id":55,"date":"2015-10-26T00:45:35","date_gmt":"2015-10-26T00:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/autismo.odo.br\/site\/?p=55"},"modified":"2017-04-04T21:04:54","modified_gmt":"2017-04-04T21:04:54","slug":"atencao-bioetica-a-vulnerabilidade-dos-autistas-a-odontologia-na-estrategia-da-saude-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/autismo.odo.br\/site\/atencao-bioetica-a-vulnerabilidade-dos-autistas-a-odontologia-na-estrategia-da-saude-da-familia\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o bio\u00e9tica \u00e0 vulnerabilidade dos autistas: a odontologia na estrat\u00e9gia da sa\u00fade da fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<div class=\"index,es\">\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: verdana; font-size: large;\"><b>ATEN\u00c7\u00c3O BIO\u00c9TICA \u00c0 VULNERABILIDADE DOS AUTISTAS: A ODONTOLOGIA NA ESTRAT\u00c9GIA DA SA\u00daDE DA FAM\u00cdLIA*<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: verdana; font-size: medium;\"><b>ATENCI\u00d3N BIO\u00c9TICA DE LA VULNERABILIDAD DE LOS AUTISTAS: LA ODONTOLOGIA EN LA ESTRATEGIA DE SALUD DE LA FAMILIA<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: verdana; font-size: medium;\"><b>BIOETHICS FOCUS TO AUTISTICS VULNERABILITY: THE DENTAL CARE IN FAMILY HEALTH STRATEGIES<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Lais David Amaral<\/b><sup><b>**<\/b><\/sup><br \/>\n<b>Talita Fabiano de Carvalho<\/b><sup><b>***<\/b><\/sup><br \/>\n<b>Ana Cristina Barreto Bezerra<\/b><sup><b>****<\/b><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup><b>*<\/b><\/sup> Art\u00edculo de Reflexi\u00f3n.<br \/>\n<b><sup>**<\/sup><\/b> Doutoranda do Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o da Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (FS) da Universidade de Bras\u00edlia (UnB); especialista em Odontologia em Sa\u00fade Coletiva pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). AE 04 Lotes E\/F 904 C-Guar\u00e1 II-DF, Brasil. Cep: 71070654 +55(61)98757001 <a href=\"mailto:lais.davidamaral@gmail.com\">lais.davidamaral@gmail.com<\/a>.<br \/>\n<b><sup>***<\/sup><\/b> Mestranda do Programa de Gerenciamento e Gest\u00e3o em Sa\u00fade pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Brasil.<br \/>\n<b><sup>****<\/sup><\/b> Mestre e PhD em Odontologia pela USP, p\u00f3s doutorado pela School od Dentistry, University os Michigan, USA. Professora Adjunta pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Fecha de recepci\u00f3n: 16 de julio de 2015<\/b><br \/>\n<b>Fecha de evaluaci\u00f3n: 12 de agosto de 2015<\/b><br \/>\n<b>Fecha de aceptaci\u00f3n: 26 de octubre de 2015<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disponible en l\u00ednea: 15 de diciembre de 2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00f3mo citar: David Amaral, L., Fabiano de Carvalho, T. y Barreto Bezerra, A. C. (2016). Aten\u00e7\u00e3o bio\u00e9tica \u00e0 vulnerabilidade dos autistas: a odontologia na estrat\u00e9gia da sa\u00fade da fam\u00edlia.<i> Revista Latinoamericana de Bio\u00e9tica, 16<\/i>(1), 220-233. DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.18359\/rlbi.1465\" target=\"_blank\">http:\/\/dx.doi.org\/10.18359\/rlbi.1465<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>RESUMO<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo deste artigo \u00e9 descrever e discutir a abordagem e interven\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gicas em autistas, assim como a participa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e dos profissionais de sa\u00fade bucal neste contexto. Acredita-se que os princ\u00edpios de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica podem ser aplicados em autistas e sugere-se um protocolo de aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica ao autista, orientado \u00e0s pr\u00e1ticas nos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade. Assim, sendo necess\u00e1rios novos questionamentos orientados a elevar a qualidade da aten\u00e7\u00e3o ao paciente autista pela odontologia, especialmente no Sistema \u00danico de Sa\u00fade e particularmente na Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia, no atendimento desta popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel, em um enfoque bio\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Palabras chave<\/b>: autismo; odontologia; sa\u00fade bucal coletiva; popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, bio\u00e9tica.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>RESUMEN<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">El objetivo de este art\u00edculo es describir y discutir el enfoque y la intervenci\u00f3n odontol\u00f3gica en autistas, as\u00ed como la participaci\u00f3n de la familia y de los profesionales de la salud oral en este contexto. Se cree que los principios de atenci\u00f3n b\u00e1sica de la salud oral pueden ser aplicados en autistas y se sugiere un protocolo de atenci\u00f3n odontol\u00f3gica al autista, dirigido a la pr\u00e1ctica en los servicios de salud p\u00fablica. Por tanto, son necesarios nuevos cuestionamientos enfocados a elevar la calidad de la atenci\u00f3n odontol\u00f3gica al paciente autista, sobre todo en el Sistema \u00danico de Salud y particularmente en la Estrategia de Salud de la Familia, en la atenci\u00f3n de esta poblaci\u00f3n vulnerable, con un enfoque bio\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Palabras clave<\/b>: autismo, odontolog\u00eda, salud oral colectiva, poblaciones vulnerables, bio\u00e9tica.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>ABSTRACT<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">The aim of this article is to describe and discuss the dental approach and intervention in autistics, as the engagement of the family and oral health professionals in this subject. It is believed that the principles of basic attention may be applied in autistics and a protocol of autistics dental care is suggested, directed to practice in public health services. Thus the need of new questionings in order to increase the quality of the dentistry attention to the autistic patient, especially in the Unified Health System and particularly in the Family Health Strategy, in the attendance of this vulnerable population with a bioethics focus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Keywords<\/b>: autism, dentistry, oral health, vulnerable populations, bioethics.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A redu\u00e7\u00e3o das disparidades socioecon\u00f4micas e medidas de sa\u00fade p\u00fablica dirigidas aos grupos vulner\u00e1veis permanecem como um desafio para todos os que formulam e executam as pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil. Se levarmos em considera\u00e7\u00e3o os pacientes com defici\u00eancia, um dos grupos mais vulner\u00e1veis \u00e0s doen\u00e7as, estes podem fazer parte desta polariza\u00e7\u00e3o, evidenciando a import\u00e2ncia dos estudos de preval\u00eancia dent\u00e1ria e programas preventivos direcionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Situa\u00e7\u00f5es que podem sujeitar um indiv\u00edduo ao n\u00e3o acesso m\u00ednimo de dignidade, bem como a servi\u00e7os sociais b\u00e1sicos e a nega\u00e7\u00e3o da possibilidade de viver a cidadania e ter garantia de direitos, s\u00e3o uma s\u00e9rie de vulnerabilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo &#8220;Vulnerabilidade&#8221; pode ser interpretado como a possibilidade de ser ferido. Tratando-se de Bio\u00e9tica se discutem tr\u00eas sentidos: 1) a vulnerabilidade como condi\u00e7\u00e3o humana universal; 2) a vulnerabilidade como caracter\u00edstica particular de pessoas; e, 3) a vulnerabilidade como princ\u00edpio \u00e9tico internacional, a qual eleva a vulnerabilidade ao princ\u00edpio de Direitos Humanos que visa garantir o respeito pela dignidade humana nas situa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quais a autonomia e o consentimento manifestam-se insuficientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vulnerabilidade se apresenta como um problema social contempor\u00e2neo, uma vez que gera temores com a perda do presente e dos anseios futuros. Os indiv\u00edduos vulner\u00e1veis nos contextos biom\u00e9dicos s\u00e3o incapazes de proteger seus pr\u00f3prios interesses por causa de doen\u00e7as, debilidade, doen\u00e7as mentais, imaturidade, incapacidade cognitiva, desvantagens socioecon\u00f4micas (pobreza, encarceramento, ilegalidade, etc.), al\u00e9m, claro, do caso da vulnerabilidade dos animais n\u00e3o humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Autismo \u00e9 um transtorno que est\u00e1 presente desde o nascimento e se manifesta antes dos trinta meses de idade, na qual existe defici\u00eancia nas respostas aos est\u00edmulos visuais, auditivos, fala ausente ou deficiente e \u00e9 caracterizado por comportamento emocional e social alterados, bem como d\u00e9ficit cognitivo. Definida como uma patologia precoce da primeira inf\u00e2ncia que se caracteriza por um isolamento extremo do indiv\u00edduo que o torna incapaz de estabelecer rela\u00e7\u00f5es interpessoais comuns com as pessoas e situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados da literatura levantados durante o estudo, quanto \u00e0s caracter\u00edsticas odontol\u00f3gicas autistas s\u00e3o raros e controversos. Cirurgi\u00f5es dentistas que trabalham na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, especificamente na Estrat\u00e9gia da Sa\u00fade da Fam\u00edlia-ESF devem estar familiarizados com as manifesta\u00e7\u00f5es estomatol\u00f3gicas em indiv\u00edduos com algum tipo de defici\u00eancia, bem como seus recursos associados, para que possam fornecer o mais alto n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o com os mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo dentista est\u00e1 tecnicamente apto a atender o paciente autista e, diante dele tem obriga\u00e7\u00e3o de buscar informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diferen\u00e7a est\u00e1 na sua atitude, dedica\u00e7\u00e3o, interesse, carinho e, acima de tudo vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontrar as possibilidades mais indicadas de interven\u00e7\u00e3o nestes pacientes deve ser uma busca constante de todos os que trabalham com o autismo, visando atendimentos mais efetivos e a\u00e7\u00f5es menos desgastantes e estressantes aos autistas e seus familiares. Sendo assim, foi realizada uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0s formas de abordagem odontol\u00f3gica desenvolvidas em 31 alunos autistas da rede de ensino p\u00fablico do Munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, formulando-se como proposta uma abordagem mais eficaz, efetiva e atualizada, bem como o acesso a sa\u00fade de qualidade e garantia de direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este estudo foi apresentado e aprovado pelo Comit\u00ea de \u00c9tica e Pesquisa da Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da Universidade de Bras\u00edlia, tendo a autoriza\u00e7\u00e3o expressa da Escola Municipal &#8220;Maria L\u00facia de Oliveira&#8221; e da dire\u00e7\u00e3o da Rede Municipal de Ensino, resultando em uma defesa de disserta\u00e7\u00e3o de mestrado na Universidade de Bras\u00edlia &#8211; UnB, aprovada por uma banca examinadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A Odontologia e o Autismo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O transtorno do espectro autista \u00e9 um termo comumente utilizado para descrever v\u00e1rios transtornos de desenvolvimento em que o indiv\u00edduo apresenta diferen\u00e7as substanciais na natureza do seu desenvolvimento social. Sua etiologia \u00e9 ainda desconhecida, mas poss\u00edveis fatores podem contribuir para o desenvolvimento do autismo, tais como gen\u00e9ticos, infec\u00e7\u00f5es, erros de metabolismo, intoxica\u00e7\u00e3o por chumbo e s\u00edndrome do alcoolismo fetal. Sabe-se que quanto mais cedo \u00e0 patologia for diagnosticada, mais cedo o autista poder\u00e1 ser ajudado atrav\u00e9s de interven\u00e7\u00f5es de tratamento. Cada um dos sintomas do autismo \u00e9 classificado numa gama de leve a grave. Cada autista apresenta a comunica\u00e7\u00e3o e os padr\u00f5es de comportamento social de forma individual. A comunica\u00e7\u00e3o e os problemas de comportamento representam os desafios mais significativos na realiza\u00e7\u00e3o dos cuidados bucais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade bucal, segundo o Manual do Programa Nacional de Assist\u00eancia Odontol\u00f3gica Integrada ao Paciente Especial, os autistas apresentam alta preval\u00eancia de c\u00e1rie e doen\u00e7a periodontal, provavelmente pela dieta cariog\u00eanica e dificuldades na higiene bucal, comuns em pacientes especiais. Entretanto, os aspectos bucais dos portadores de autismo n\u00e3o diferem muito dos apresentados por pacientes considerados normais, apresentando principalmente, higiene bucal inadequada. Nestes pacientes s\u00e3o achados altos \u00edndices de placa, explicados pelas dificuldades na realiza\u00e7\u00e3o de higiene bucal, por apresentarem altera\u00e7\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o e pouca coopera\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o destas tarefas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8220;medo&#8221; e os &#8220;traumas&#8221; ser\u00e3o sempre uma quest\u00e3o frequente em qualquer interven\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica, presente nos tratamentos de adultos e crian\u00e7as, com ou sem necessidades espec\u00edficas. O que, portanto, sempre ir\u00e1 exigir dos cirurgi\u00f5es dentistas habilidades que ir\u00e3o al\u00e9m de suas capacidades t\u00e9cnicas. A observa\u00e7\u00e3o das ang\u00fastias e medos dos pacientes influenciar\u00e1 diretamente em qualquer atendimento e n\u00e3o poder\u00e1 ser ignorada. No entanto, quando envolve um paciente com necessidades especiais (sejam quais forem) esta aten\u00e7\u00e3o e esta sensibilidade se faz mais evidente para o acolhimento mais eminente do paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As t\u00e9cnicas e as abordagens de condicionamento em portadores de transtornos mentais incluem o padr\u00e3o mais frequente para os atendimentos (principalmente a seda\u00e7\u00e3o) e o atendimento diferencial, que inclui o acolhimento, o envolvimento familiar, o condicionamento comportamental e o suporte psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sa\u00fade bucal do autista est\u00e1 na interdepend\u00eancia de cuidados prim\u00e1rios e orienta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade desde a mais tenra idade, levando-se em considera\u00e7\u00e3o o contexto em que o paciente est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O indiv\u00edduo autista \u00e9 um dos mais suscept\u00edveis a c\u00e1rie dent\u00e1ria e doen\u00e7a periodontal devido \u00e0 dificuldade de controle de placa bacteriana por meio da escova\u00e7\u00e3o, ao uso de medica\u00e7\u00e3o que causa xerostomia, a hiperplasia gengival, a hipotonia muscular, a prefer\u00eancia por alimenta\u00e7\u00e3o pastosa e a\u00e7ucarada, ao h\u00e1bito de guardar alimentos na boca e a inacessibilidade a servi\u00e7os odontol\u00f3gicos especializados. Desta forma, os autistas s\u00e3o pacientes com grande quantidade de problemas odontol\u00f3gicos e contam com pouca colabora\u00e7\u00e3o para resolv\u00ea-los por parte dos servi\u00e7os de sa\u00fade bucal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tratamento odontol\u00f3gico do paciente autista deve ter curta dura\u00e7\u00e3o e de forma organizada. A comunica\u00e7\u00e3o com o paciente deve ser feita atrav\u00e9s de comandos claros e objetivos, com refor\u00e7os positivos ou negativos. O agendamento deve ser realizado de prefer\u00eancia no mesmo dia e hor\u00e1rio da semana e com o mesmo profissional. O cirurgi\u00e3o-dentista deve estar voltado para os procedimentos de tratamento, bem como controle mec\u00e2nico da placa bacteriana e o condicionamento do paciente, motiva\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es frequentes aos cuidadores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 higiene bucal, dieta alimentar e comportamento de auto-inj\u00faria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento de boas rela\u00e7\u00f5es entre profissional e paciente reduz a ansiedade e melhora a compreens\u00e3o. O profissional utilizando os pontos fortes do paciente autista ao inv\u00e9s de pontuar suas fraquezas, pode aumentar o controle da situa\u00e7\u00e3o. Muitos pacientes autistas apresentam pouca coordena\u00e7\u00e3o motora e podem n\u00e3o ser capazes de executar tarefas b\u00e1sicas realizadas pelos profissionais de sa\u00fade bucal, mesmo quando d\u00e3o o melhor de si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O envolvimento familiar, no tocante a higiene bucal domiciliar, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para o sucesso do tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade bucal no universo familiar podem constituir-se num importante instrumento de articula\u00e7\u00e3o com a assist\u00eancia odontol\u00f3gica na busca da identifica\u00e7\u00e3o dos grupos de maior risco social ou das fam\u00edlias e cidad\u00e3os exclu\u00eddos do acesso aos servi\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Roncalli a assist\u00eancia com base no domic\u00edlio, introduz uma nova l\u00f3gica assistencial que rompe com a pr\u00e1tica hist\u00f3rica da odontologia, essencialmente focada no al\u00edvio da dor e no trabalho dentro das quatro paredes do consult\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A Odontologia na Estrat\u00e9gia da Sa\u00fade da Fam\u00edlia e o compromisso bio\u00e9tico com o Autista<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a Sa\u00fade da Fam\u00edlia \u00e9 entendida como uma estrat\u00e9gia de reorienta\u00e7\u00e3o do modelo assistencial, operacionalizada mediante implanta\u00e7\u00e3o de equipes multiprofissionais em unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as tarefas desenvolvidas pelo Cirurgi\u00e3o Dentista (CD) da Estrat\u00e9gia da Sa\u00fade da Fam\u00edlia, est\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o integral em sa\u00fade bucal (promo\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o de agravos, diagn\u00f3stico, tratamento, reabilita\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade) individual e coletiva a todas as fam\u00edlias, a indiv\u00edduos e a grupos espec\u00edficos, de acordo com planejamento local, com resolubilidade; encaminhar e orientar aos usu\u00e1rios, quando for necess\u00e1rio, a outros n\u00edveis de assist\u00eancia, mantendo sua responsabiliza\u00e7\u00e3o pelo acompanhamento do usu\u00e1rio e o segmento do tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica do paciente autista, e com outras necessidades especiais, deve incluir visitas domiciliares, condicionamento deste paciente ao ambiente do consult\u00f3rio odontol\u00f3gico, familiariza\u00e7\u00e3o com a equipe de sa\u00fade bucal e tamb\u00e9m aproxima\u00e7\u00e3o entre o Cirurgi\u00e3o Dentista e a fam\u00edlia do paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este plano de a\u00e7\u00f5es pode envolver visitas agendadas ao consult\u00f3rio odontol\u00f3gico a fim de que o paciente sinta-se ambientado, se familiarize com os equipamentos e os materiais e conhe\u00e7a odores, sabores, cores e ru\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sa\u00fade bucal, particularmente, a assist\u00eancia aos pacientes com necessidades especiais-PNE&#8217;s-\u00e9 insignificante, necessitando- se, imediata e definitivamente, da implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que possibilitem o acesso ao atendimento cl\u00ednico odontol\u00f3gico adequado, dentro de uma proposta de aten\u00e7\u00e3o integral, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida dos usu\u00e1rios PNE&#8217;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas com defici\u00eancia devem ter oportunidades iguais de participa\u00e7\u00e3o em todos os atendimentos e atividades dos servi\u00e7os de sa\u00fade. Suas necessidades b\u00e1sicas s\u00e3o comuns, como: vacina\u00e7\u00e3o, consultas, pr\u00e9-natal, planejamento familiar, puericultura e sa\u00fade bucal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante que a equipe de sa\u00fade bucal, na sua atua\u00e7\u00e3o, identifique as pessoas com defici\u00eancia e as suas caracter\u00edsticas, de maneira que possibilite realizar um planejamento e direcionamento das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente ainda observa-se a dificuldade para o atendimento destes pacientes devido \u00e0 escassez de servi\u00e7os especializados, \u00e0 falta de profissionais treinados para a absor\u00e7\u00e3o da demanda existente, sendo estes fatores associados \u00e0s dificuldades intr\u00ednsecas no atendimento odontol\u00f3gico deste grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer a diferen\u00e7a na sa\u00fade bucal de uma pessoa autista pode trazer pequenos benef\u00edcios no in\u00edcio, mas a determina\u00e7\u00e3o do profissional, dos familiares e do pr\u00f3prio paciente, pode trazer resultados muito positivos e de valores inestim\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profissional de sa\u00fade bucal que trata pacientes autistas deve ter a mente e o cora\u00e7\u00e3o abertos, trabalhar com habilidades emocionais e n\u00e3o somente com habilidades intelectuais e cl\u00ednicas. A capacidade de chegar perto do paciente, tanto f\u00edsica quanto emocionalmente e a capacidade de deixar para tr\u00e1s somente o racioc\u00ednio e as t\u00e9cnicas para a realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos odontol\u00f3gicos, usando o instinto e a criatividade, s\u00e3o importantes para o sucesso deste trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais focada na preven\u00e7\u00e3o for a aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica ao autista (apesar das dificuldades de coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica), mais ben\u00e9fico h\u00e1 para o paciente e tamb\u00e9m para os cuidadores\/ familiares, criando assim ambientes familiares menos angustiantes e pacientes colaboradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O atendimento odontol\u00f3gico destes pacientes envolve procedimentos preventivos e curativos em rela\u00e7\u00e3o aos problemas b\u00e1sicos encontrados. O que diferencia o atendimento desses pacientes \u00e9 o controle do comportamento durante as consultas, o que \u00e9 extremamente dif\u00edcil, considerando as suas principais limita\u00e7\u00f5es e o comportamento at\u00edpico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referente \u00e0s t\u00e9cnicas de manejo comunicativo e comportamental o Cirurgi\u00e3o Dentista deve procurar conhecer as peculiaridades do paciente. \u00c9 necess\u00e1rio que o profissional esteja preparado, al\u00e9m de se adequar \u00e0s r\u00e1pidas mudan\u00e7as, nas necessidades do paciente. \u00c9 importante elogiar verbalmente (refor\u00e7o positivo) e imediatamente ap\u00f3s da conclus\u00e3o de cada etapa do encontro terap\u00eautico e, quando for poss\u00edvel, oferecer uma recompensa ao final de cada sess\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 relevante dizer, que o profissional de sa\u00fade que faz parte do corpo cl\u00ednico do atendimento p\u00fablico (seja ele m\u00e9dico, enfermeiro, dentista, agente de sa\u00fade, entre outros) deve voltar sua aten\u00e7\u00e3o, seu preparo e a organiza\u00e7\u00e3o do seu tempo para um atendimento \u00e9tico, de qualidade, efetivo e por que n\u00e3o, at\u00e9 mesmo diferenciado aos autistas, permitindo inseri-los de fato em a\u00e7\u00f5es preventivas que visam \u00e0 qualidade de vida real para esses sujeitos e seus familiares, promovendo assim, aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo do estudo foi analisar o comportamento de profissionais de sa\u00fade e familiares na abordagem e interven\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica em alunos de uma escola municipal que atende a 42 autistas, assim como a participa\u00e7\u00e3o de cuidadores\/ familiares e dos profissionais de sa\u00fade bucal, respons\u00e1veis por estes pacientes neste contexto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi realizada uma pesquisa quantitativa e qualitativa com aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios para os diferentes participantes da pesquisa, de cunho explorat\u00f3rio. Segundo Minayo a principal fonte de dados utilizada no m\u00e9todo qualitativo \u00e9 a realidade social do sujeito e o conjunto de representa\u00e7\u00f5es, cren\u00e7as, valores, significados, intera\u00e7\u00f5es, h\u00e1bitos e atitudes, que fazem parte de sua vida e que est\u00e3o relacionadas ao fen\u00f4meno a ser investigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram examinados e acompanhados, durante o per\u00edodo do ano letivo de 2012, 31 dos 42 alunos que foram atendidos pela escola, de ambos os sexos, com idades entre 5 a 44 anos. Quatorze destes alunos receberam aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica odontol\u00f3gica durante o per\u00edodo da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica destes 31 alunos incluiu os seguintes aspectos: exame extrabucal, da mucosa oral e periodonto, verifica\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de manchas de esmalte e dentina, condi\u00e7\u00f5es dos dentes, necessidades prot\u00e9ticas e ortod\u00f4nticas. Tamb\u00e9m foram entrevistados 31 pais (cuidadores\/ familiares) respectivos aos alunos participantes da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o aos resultados da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade bucal observados nos alunos da Escola do Autista e acompanhando a sequ\u00eancia do exame realizado no sistema estomatol\u00f3gico dos 31 alunos, a situa\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es extrabucais encontradas, mostrou que coincidentemente 29,03% n\u00e3o apresentaram nenhuma altera\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es extrabucais ou apresentaram dois tipos diferentes de altera\u00e7\u00e3o. Entre os examinados 19,35% apresentaram uma altera\u00e7\u00e3o extrabucal, 12,9% apresentaram 3 tipos de les\u00f5es e apenas 9,68% apresentaram 4 ou mais tipos de altera\u00e7\u00e3o extrabucal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve-se enfatizar que 45% dos examinados apresentaram assimetria facial de desenvolvimento, seguidos por ataxia (32,25%) e h\u00e1bitos de roer unhas (29%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Orique, que realizou um estudo no mesmo local desta pesquisa, encontrou n\u00fameros similares, sugerindo que as altera\u00e7\u00f5es extrabucais aqui descritas, est\u00e3o relacionadas a comportamentos de auto-inj\u00faria e altera\u00e7\u00f5es do crescimento facial, al\u00e9m disso, caracter\u00edsticas de s\u00edndromes relacionadas ao autismo, podendo aparecer, segundo Medina em at\u00e9 70 % dos casos, no decorrer da vida dos alunos participantes da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve um resultado relevante na frequ\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es de periodonto, (P~0,0000), sendo que gengivite generalizada (31,12%), c\u00e1lculo localizado (28,89%) e gengivite localizada (20%) foram as altera\u00e7\u00f5es mais encontradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observa-se que a grande maioria destes problemas est\u00e3o localizados na gengiva e\/ou reborbo alveolar, que apontam para um resultado estatisticamente relevante (P~0,0000) e que mostra as consequ\u00eancias nestes autistas da higiene bucal ineficiente, o uso de medicamentos controlados e de dietas ricas em carboidratos, que provocam mais altera\u00e7\u00f5es periodontais relacionadas \u00e0 gengivite e periodontite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses resultados chamam a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de um refor\u00e7o positivo para com os cuidadores\/familiares no sentido da orienta\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o no cuidado em higiene bucal, que pode elevar a qualidade de sa\u00fade bucal nesta popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da c\u00e1rie dent\u00e1ria, os alunos autistas apresentaram uma m\u00e9dia de CPO-D de 6,92%, sendo que o maior componente encontrado foi de dentes restaurados sem c\u00e1rie, fruto da aten\u00e7\u00e3o que vem sendo prestada aos alunos da Escola do Autista por institui\u00e7\u00f5es ligadas ao atendimento de pacientes com necessidades especiais (Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos dos Excepcionais-APAE e Ambulat\u00f3rio M\u00e9dico de Especialidades &#8211; AME), al\u00e9m de Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade P\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro das necessidades observadas aponta-se para uma tend\u00eancia do tratamento preventivo, vista a relev\u00e2ncia estat\u00edstica dos dados (P~0,0000), bem como pela necessidade iminente de limitar o mais precocemente poss\u00edvel os problemas de c\u00e1rie dent\u00e1ria e doen\u00e7a periodontal encontrados, seguido da necessidade de restaura\u00e7\u00f5es (em 17 sujeitos) e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi poss\u00edvel concluir a aten\u00e7\u00e3o integral cl\u00ednica odontol\u00f3gica em 14 dos participantes da Escola do Autista, al\u00e9m de ter realizado, em todos eles, atividades promocionais, preventivas espec\u00edficas e de acompanhamento emergencial. A capta\u00e7\u00e3o destes alunos foi realizada atrav\u00e9s de visita domiciliar e acompanhamento de a\u00e7\u00f5es coletivas realizadas dentro do ambiente escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi poss\u00edvel verificar a excelente colabora\u00e7\u00e3o dos alunos e cuidadores\/familiares com o tratamento odontol\u00f3gico, considerando as dificuldades de sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. A maioria mostrou agrado e satisfa\u00e7\u00e3o na abordagem integral do processo odontol\u00f3gico, especialmente por parte dos cuidadores\/familiares que expressaram sua satisfa\u00e7\u00e3o com o comportamento t\u00e9cnico e afetivo dos autores deste estudo, sendo que chamou aten\u00e7\u00e3o para eles o enfoque integral, no pr\u00f3prio contexto social, para atender \u00e0s necessidades de sa\u00fade bucal destes pacientes especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doze (38,71%) dos cuidadores\/familiares expressaram ser o principal motivo da primeira visita do seu filho ao consult\u00f3rio odontol\u00f3gico; a dor, seguido da realiza\u00e7\u00e3o de exame bucal, respondida por sete (22,58%). Seis (19,35%) manifestaram que a primeira visita foi com o objetivo de realizar atividades preventivas, dois (6,45%) por mau h\u00e1lito e dois por dentes cariados ou quebrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando s\u00e3o perguntados especificamente sobre a realiza\u00e7\u00e3o de higiene bucal, sendo esta uma das necessidades mais eminentes para garantir a sa\u00fade bucal, 30 cuidadores\/familiares (96,77%) manifestaram realizar limpeza com uso de escova dent\u00e1ria, alguns deles agregaram o uso do fio dental, bochechos com produtos fluoretados e unicamente 2 manifestaram fazer a higiene bucal com uso de pano \u00famido, 1 deles agregando- lhe o uso de creme dental. Quanto \u00e0 frequ\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o desta higiene bucal, 12 cuidadores\/familiares (38,71%) disseram faz\u00ea-lo 2 vezes ao dia; 10 (32,26%) o fazem apenas 1 vez ao dia e 9 (29,03%) disseram realizar a higiene bucal 3 vezes ao dia. Resulta importante anotar sobre o momento da higiene bucal, que 26 dos cuidadores\/ familiares (83,87%) realizavam esta atividade ao acordar, 17 antes de dormir, 6 ap\u00f3s o almo\u00e7o, 2 ap\u00f3s o jantar e 3 ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es. 7 (22,58%) cuidadores\/ familiares relataram realizar a higiene bucal no momento do banho de seus filhos e afirmaram que havia boa aceita\u00e7\u00e3o da escova\u00e7\u00e3o neste momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A informa\u00e7\u00e3o mais importante adv\u00e9m de que 29 dos cuidadores\/familiares (93,54%) relataram que eles pr\u00f3prios realizam a limpeza bucal nos autistas. Apenas 5 manifestaram que o Cirurgi\u00e3o Dentista tamb\u00e9m realiza esta atividade durante as consultas odontol\u00f3gicas, sendo que 2 deles relataram que o pr\u00f3prio aluno realizava sozinho a higiene bucal. Faz-se importante o est\u00edmulo \u00e0 aprendizagem correta por parte dos cuidadores\/ familiares, de t\u00e9cnicas adequadas de higiene bucal, pois devido a sua perman\u00eancia mais pr\u00f3xima ao autista, os mesmos podem modificar satisfatoriamente a qualidade de vida destes sujeitos. Para isso \u00e9 imprescind\u00edvel que o os cirurgi\u00f5es dentistas modifiquem sua conduta e passem a realizar atividades de promo\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade bucal durante as consultas individuais e visitas domiciliares, destinadas ou n\u00e3o a pacientes autistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando perguntados sobre o que esperam que o autista receba durante a aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica como atividade fundamental para os sujeitos, os cuidadores\/ familiares responderam com diversas a\u00e7\u00f5es que, para eles, teriam significado na melhor sa\u00fade bucal de seus filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe ressaltar que 27 (87,1%) dos cuidadores\/ familiares manifestaram esperar receber carinho por parte da equipe de sa\u00fade bucal, seguido de aten\u00e7\u00e3o, acolhimento e cuidado especial para com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dieta, h\u00e1 uma prefer\u00eancia por alimentos pastosos como arroz com caldinho de feij\u00e3o, p\u00e3es e bolachas amolecidos no leite, verduras bem cozidas e algumas vezes amassadas. Notou-se tamb\u00e9m que entre os 31 cuidadores\/ familiares, poucos responderam o consumo de frutas como parte da dieta alimentar dos autistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo parte do trabalho de condicionamento do autista, realizado no consult\u00f3rio, o Cirurgi\u00e3o Dentista pode ir at\u00e9 a sua casa, conhecer um pouco de sua intimidade e seus h\u00e1bitos di\u00e1rios, aproximar-se do paciente e de sua fam\u00edlia e aos poucos, propor novos h\u00e1bitos na rotina desta fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos em que o CD n\u00e3o est\u00e1 apto ou n\u00e3o tem a estrutura necess\u00e1ria para tratar os dentes do paciente autista em seu pr\u00f3prio consult\u00f3rio, \u00e9 interessante que ele acompanhe o paciente junto com o familiar, \u00e0 consulta no local de refer\u00eancia, j\u00e1 que este profissional tem a confian\u00e7a do paciente autista e de sua fam\u00edlia. A sua presen\u00e7a poder\u00e1 tranquilizar ou minimizar o nervosismo do paciente durante o procedimento, mesmo que seja realizado por outro CD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manuten\u00e7\u00e3o\/continuidade de um tratamento odontol\u00f3gico \u00e9 importante em qualquer atendimento cl\u00ednico. Quando realizamos um tratamento, seja qual for, em um paciente considerado normal, a manuten\u00e7\u00e3o muitas vezes, vem agregada a evolu\u00e7\u00e3o positiva daquele paciente. Agora, tratando-se do paciente autista a manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. O CD deve-se preparar para dar sequ\u00eancia ao que j\u00e1 foi realizado anteriormente e deve saber que a resposta a esta manuten\u00e7\u00e3o ser\u00e1 diferente daquela de um paciente sem necessidades especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito importante compreender a complexidade de um quadro de autismo, que muitas vezes n\u00e3o ir\u00e1 evoluir ao ponto de realizar, por exemplo, uma escova\u00e7\u00e3o com todas as especificidades necess\u00e1rias, mas se estiver realizando uma escova\u00e7\u00e3o, j\u00e1 \u00e9 um avan\u00e7o que deve ser considerado e valorizado, pois \u00e9 de fato uma evolu\u00e7\u00e3o e \u00e9 ben\u00e9fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lidar com as limita\u00e7\u00f5es do paciente e tamb\u00e9m com as pr\u00f3prias expectativas \u00e9 importante para a manuten\u00e7\u00e3o do tratamento e para manter ao paciente, \u00e0 fam\u00edlia e aos profissionais motivados e envolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Cirurgi\u00e3o Dentista, envolvido em atender as necessidades de sua comunidade, ir\u00e1 buscar, atrav\u00e9s de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, estrat\u00e9gias e a\u00e7\u00f5es que lhe permitir\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observando todas as dificuldades que j\u00e1 foram apontadas sobre a sa\u00fade e higiene bucal do paciente autista, tendo em conta tamb\u00e9m que as a\u00e7\u00f5es da equipe da Estrat\u00e9gia da Sa\u00fade da Fam\u00edlia incluem o trabalho de visitas domiciliares, sugere- se que toda a equipe de sa\u00fade bucal, incluindo o Cirurgi\u00e3o Dentista, elabore um plano de a\u00e7\u00f5es para promover a sa\u00fade bucal destes pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando a revis\u00e3o da literatura dos \u00faltimos dez anos em rela\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios t\u00e9cnico-cl\u00ednicos e sociais da abordagem integral de pacientes autistas, pode considerar-se &#8220;poss\u00edvel e desej\u00e1vel&#8221; uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9tica, social, psicol\u00f3gica e de sa\u00fade bucal \u00e0 promo\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce, limita\u00e7\u00e3o do dano e reabilita\u00e7\u00e3o da sa\u00fade bucal de autistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os achados desta pesquisa apontam para uma necessidade de diagn\u00f3stico precoce de autismo em crian\u00e7as, j\u00e1 que o estudo observou que os cuidadores\/familiares notam comportamentos diferentes nestas crian\u00e7as antes dos dois anos de idade, entretanto o diagn\u00f3stico do autismo acontece ap\u00f3s esta idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A abordagem social e familiar permite conhecer as determina\u00e7\u00f5es do processo de sa\u00fade-doen\u00e7a do autista no pr\u00f3prio contexto social, especificar as principais caracter\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas e necessidades de sa\u00fade bucal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os princ\u00edpios da pr\u00e1tica odontol\u00f3gica podem ser aplicados, desde a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na Estrat\u00e9gia de Sa\u00fade da Fam\u00edlia at\u00e9 adequadas refer\u00eancias e contra refer\u00eancias para cl\u00ednicas especializadas de acompanhamento da sa\u00fade bucal, no pr\u00f3prio contexto social da moradia do autista, desenvolvendo uma aten\u00e7\u00e3o integral a estes pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel acompanhar a hist\u00f3ria biopsicossocial das condi\u00e7\u00f5es em que se desenvolve o autista, para permitir uma melhor inclus\u00e3o social dos mesmos desde que, seja utilizada uma boa compet\u00eancia t\u00e9cnico-cl\u00ednica, vontade de ser solid\u00e1rio no processo e seguir os preceitos definidos para a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da popula\u00e7\u00e3o brasileira, como uma sociedade total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel assim, captar diferen\u00e7as sobre satisfa\u00e7\u00e3o no processo cl\u00ednico social empregado na realiza\u00e7\u00e3o dessas atividades e realizar trabalho solid\u00e1rio com as fam\u00edlias em todo o processo de abordagem cl\u00ednico-psico-social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O atendimento e o acompanhamento de pacientes com necessidades especiais \u00e9 uma realidade e uma constante nos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade. Cabe aos profissionais buscar novas metodologias para realizar o atendimento de forma mais adequada poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A melhor compreens\u00e3o do processo de abordagem t\u00e9cnica e maior comunica\u00e7\u00e3o profissional-paciente-fam\u00edlia parecem necessitar de maior pesquisa cient\u00edfica, para demonstrar os reais e objetivos efeitos da pr\u00e1tica profissional odontol\u00f3gica diferenciada, bem como o alcance da satisfa\u00e7\u00e3o dos pacientes e seus cuidadores\/familiares num enfoque integral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para definir o conceito de vulnerabilidade alguns estudiosos utilizaram interpreta\u00e7\u00f5es como fragilidade, desfavor, desprote\u00e7\u00e3o, desamparo e abandono. Cabe pontuar a suscetibilidade (social, f\u00edsica e emocional) de cada um para tal propens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aplicabilidade dos Princ\u00edpios Doutrin\u00e1rios do SUS requer a realiza\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o integral em sa\u00fade bucal (promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o de agravos, diagn\u00f3stico precoce, limita\u00e7\u00e3o dos danos, tratamento, reabilita\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade) individual e coletivamente a todas as fam\u00edlias, indiv\u00edduos e grupos espec\u00edficos, de acordo com o planejamento local e com resolubilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, faz-se necess\u00e1rio a cria\u00e7\u00e3o de um protocolo de aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica ao paciente autista que descreve as etapas de condicionamento e humaniza\u00e7\u00e3o com esta popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O olhar bio\u00e9tico sobre esses aspectos contribui para a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais dignas, igualit\u00e1rias e acess\u00edveis, que poder\u00e3o proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida a estas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Alves EGR. (2005). <i>Atendimento Odontol\u00f3gico a autistas<\/i>. Recuperado el 3 de junio de 2010, de <a href=\"http:\/\/www.guiaodonto.com.br\/ver_artigo.asp?codigo=228\" target=\"_blank\">http:\/\/www.guiaodonto.com.br\/ver_artigo.asp?codigo=228<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Amara, L.D. (2013). <i>Comportamento de Profissionais de Sa\u00fade e Familiares na Abordagem Integral das necessidades da sa\u00fade Bucal de Autistas em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto <\/i>[disserta\u00e7\u00e3o]. Bras\u00edlia: Universidade de Bras\u00edlia. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Amaral, L.D. y Portillo, J.A.C. Mendes, S.C.T. (2011). Estrat\u00e9gias de Acolhimento e Condicionamento do Paciente Autista na Sa\u00fade Bucal Coletiva. <i>Revista Tempus Actas de Sa\u00fade Coletiva<\/i>, 105-114. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Braff, M.H. y Nealon, L. (1979). Sedation of the autistic patient for dental procedures. <i>ASDC Journal of Dentistry for Children, 46<\/i>(5), 404-407. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Brasil, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. (1992). Manual do Programa Nacional de Assist\u00eancia Odontol\u00f3gica Integrada ao Paciente Especial. Bras\u00edlia: autor. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. Brasil, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. (2002). <i>Sa\u00fade Bucal no Programa Sa\u00fade na Fam\u00edlia &#8211; Equipes de Sa\u00fade Bucal<\/i>. Bras\u00edlia: autor. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. Corr\u00eaa, M.S.N.P., Corr\u00eaa, J.P.N.P. y Corr\u00eaa, F.N.P. (2007). Aspectos Cl\u00ednicos e Psicol\u00f3gicos de Pacientes com Necessidades Especiais Relevantes na Conduta Odontol\u00f3gica. En A. S. Haddad (Ed.), <i>Odontologia para Pacientes Especiais<\/i> (p. 23). S\u00e3o Paulo: Santos. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. Campos, C.C. y Haddad, A.S. (2007). Transtornos de comportamento e tratamento odontol\u00f3gico. En A. S. Haddad (Ed.), Odontologia para pacientes com necessidades especiais (pp. 229-239). S\u00e3o Paulo: Santos. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. Campos, C.C., Fraz\u00e3o, B.B., Saddi, G.L., Morais, L.A et al. (2009). <i>Manual pr\u00e1tico para o atendimento odontol\u00f3gico de pacientes com necessidades especiais<\/i>. Goi\u00e2nia: Universidade Federal de Goi\u00e1s. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. De Palma, A.M. y Raposa, K.A. (2010). Building Bridges: dental care for patients with autism. Recuperado el 7 de junio de 2011, de <a href=\"http:\/\/goo.gl\/0Drecm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.ineedce.com\/coursereview.aspx?url=2037%2FPDF%2F1103cei_aut.pdf-sc-14486<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11. Enlow, D.H. (1975). <i>Handbook of Facial Growth.<\/i> Philadelphia: Saunders. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12. Fombone, E. (2002). Epidemiological trends in rates of autism.<i> Molecular Psychiatry, 7<\/i>(Suppl 2), S4-6. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13. Garrafa, V. y Portillo, J.A.C. (Org.) (2006). <i>Pesquisas de bio\u00e9tica no Brasil de hoje<\/i>. S\u00e3o Paulo: Gaia. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14. Garrafa, V. y Prado, M.M. (2001). Mudan\u00e7as na Declara\u00e7\u00e3o de Helsinki: fundamentalismo econ\u00f4mico, imperialismo \u00e9tico e controle social. <i>Cadernos de Sa\u00fade P\u00fablica, 17<\/i>(6), 1489-1496. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15. Grusven, M.F.V. y Cardoso, E.B.T. (1995). Atendimento odontol\u00f3gico em pacientes especiais.<i> Revista da Associacao Paulista de Cirurgioes Dentistas, 49<\/i>(5), 364-9. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16. Katz, C.R.T., Vieira, A., Menezes, J.M.L.P y Colares, V. (2009). Abordagem psicol\u00f3gica do paciente autista durante o atendimento odontol\u00f3gico.<i> Odontologia Cl\u00ednico-Cient\u00edfica, 8<\/i>(2), 115-121. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17. Klein, U. y Nowak, A.J. (1999). Characteristics of patients with Autistic Disorder (AD) presenting for dental treatment: a survey and chart review. <i>Special Care Dentistry, 19<\/i>(5), 200-207. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18. Marega, T. y Aiello, A.L.R. (2005). Autismo e tratamento odontol\u00f3gico: algumas considera\u00e7\u00f5es. <i>Revista \u00cdbero-americana de Odontopediatria &amp; Odontologia de Beb\u00ea, 8<\/i>(42), 150-157. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19. Medina, A.C., Sogbe, A. y Gomez, R.M. (2003). Factitial oral lesions in an autistic pediatric patient. <i>International Journal of Paediatric Dentistry, 13<\/i>(2), 7-130. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20. Minayo, M.C.S. (Org.).<i> Pesquisa social: teoria, m\u00e9todo e criatividade<\/i> (26\u00aa ed). Rio de Janeiro: Vozes. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21. Nagendra, J. y Jayachandra, S. (2012). Autism spectrum disorders: dental treatment consideration. <i>Journal of International Dental and Medical Research, 5<\/i>(2), 118-121. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22. Negri, N. (s. f.). <i>La vulnerabilit\u00e0 sociale<\/i>. Recuperado el 13 de agosto de 2013, de <a href=\"http:\/\/economia.unipv.it\/pagp\/pagine_personali\/afuma\/didattica\/sem_capitalismo_cognitivo\/Materiale%20Didattico\/La%20vulnerabilita%20sociale%20-%20N.%20Negri%20%28Rampazi%29.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/economia.unipv.it\/pagp\/pagine_personali\/afuma\/didattica\/sem_capitalismo_cognitivo\/Materiale%20Didattico\/La%20vulnerabilita%20sociale%20-%20N.%20Negri%20%28Rampazi%29.pdf<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23. Oriqui, M.S.Y. (2006).<i> Avalia\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica das Condi\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade Bucal de Pacientes Autistas<\/i> [disserta\u00e7\u00e3o]. S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, Faculdade de Medicina de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24. Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, CID 10. (1994). Classifica\u00e7\u00e3o de transtornos mentais e de comportamento da CID 10. Descri\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e diretrizes diagn\u00f3sticas. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25. Patr\u00e3o Neves M. C. (2007). Sentidos da vulnerabilidade: caracter\u00edstica, condi\u00e7\u00e3o, princ\u00edpio. En C. P. Barchifontaine, E. L. C. Zoboli (Orgs). <i>Bio\u00e9tica, vulnerabilidade e sa\u00fade<\/i> (pp. 29-45). Aparecida: Ideias e Letras. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">26. Pereira, A.C. et al. (Orgs) (2003). <i>Odontologia em Sa\u00fade Coletiva.<\/i> Porto Alegre: Artmed. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">27. Roncalli, A.G. (2000). <i>Organiza\u00e7\u00e3o da demanda em servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade bucal: universalidade, equidade e integralidade em sa\u00fade bucal coletiva <\/i>(Tese). Ara\u00e7atuba: Universidade Estadual Paulista. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">28. Savioli, C., Campos, V.F. y Santos, M.T.B.R. (2005). Preval\u00eancia de c\u00e1rie em pacientes autistas. ROPE:<i> Revista internacional deodonto-psicologia e odontologia para pacientes especiais, 1<\/i>(1), 80-84. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[\u00a0<a>Links<\/a>\u00a0]<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"license\" style=\"text-align: justify;\">Departamento de Humanidades<br \/>\nUniversidad Militar Nueva Granada<br \/>\nCarrera 11 No 101-80 Torre D<br \/>\nPBX (571) 2757300 Ext. 347<br \/>\nFax (571) 2159689 &#8211; 2147280<br \/>\nBogot\u00e1, Colombia<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ATEN\u00c7\u00c3O BIO\u00c9TICA \u00c0 VULNERABILIDADE DOS AUTISTAS: A ODONTOLOGIA NA ESTRAT\u00c9GIA DA SA\u00daDE DA FAM\u00cdLIA* ATENCI\u00d3N BIO\u00c9TICA DE LA VULNERABILIDAD DE LOS AUTISTAS: LA ODONTOLOGIA EN LA ESTRATEGIA DE SALUD DE LA FAMILIA BIOETHICS FOCUS TO AUTISTICS VULNERABILITY: THE DENTAL CARE IN FAMILY HEALTH STRATEGIES Lais David Amaral** Talita Fabiano de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2,6,5,9],"tags":[21,22,26,28,17,18,25,12,30,29,19,23,27,11,13,14,24,16,15,20],"class_list":["post-55","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-odontologia","category-pacientes-especiais","category-publicacoes","tag-acuidade","tag-artigo","tag-atencao-basica","tag-atendimento-humanizado","tag-autismo","tag-autista","tag-bucal","tag-clinica","tag-consultorio","tag-cuidados","tag-dentista","tag-descapacitados","tag-estrategia-da-saude-da-familia","tag-odontologia","tag-pacientes-especiais","tag-pne","tag-saude","tag-saude-coletiva","tag-saude-publica","tag-tratamento"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Aten\u00e7\u00e3o bio\u00e9tica \u00e0 vulnerabilidade dos autistas: a odontologia na estrat\u00e9gia da sa\u00fade da fam\u00edlia - Dra. 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